Acordo para redução do açúcar em alimentos industrializados

O alto consumo de açúcar proveniente de refrigerantes, sucos de caixinha, iogurtes, achocolatados, bolos e biscoitos contribui para a obesidade infantil, entre outras doenças crônicas. O Ministério da Saúde divulgou um acordo para redução de açúcar em alimentos industrializados feito com representantes da indústria e também da ANVISA, que deve monitorar a redução via rótulo.

São cinco as categorias incluídas no projeto: bebidas açucaradas, biscoitos, bolos e misturas, achocolatados e produtos lácteos. Se todos os produtos se adequarem à meta, haverá uma redução de 144 mil toneladas de açúcar em alimentos como iogurtes, sucos de caixinha, refrigerantes e bolachas recheadas.

O ministério informa que o brasileiro consome 80g/dia (18 colheres de chá) de açúcar – quase o dobro da dose recomendada – e 64% desse açúcar é o chamado adicionado (aquele que vem do açucareiro pelas próprias mãos do consumidor; 36% da indústria e 16% intrínseco, como a lactose e a frutose presente em alimentos in natura. As metas de redução da parte que cabe à indústria serão gradativas, com uma primeira checagem em 2020 e outra em 2022.

No caso das crianças, o açúcar de bebidas como refrigerante e suco de caixinha já é considerado vilão para a obesidade infantil. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, o consumo regular de frutas e hortaliças subiu 4,8% na última década no país, enquanto a ingestão de refrigerantes e bebidas açucaradas caiu 52%. Em contrapartida, os índices de obesidade infantil sobem a cada ano – entre os meninos é de 12,7%, e entre as meninas 9,4%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o que leva a crer que ainda há muito trabalhao a ser feito em termos de alimentação infantil.

 

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