Êxito do I Nordesteped como maior evento pediátrico regional é incentivo parta a segunda edição em 2021

Com quase 400 participantes, o I Congresso Integrado de Pediatria do Nordeste (Nordesteped) já é considerado o maior evento regional de pediatria. Os estados de Pernambuco e da Bahia foram os que mais enviaram representantes, segundo a Comissão Organizadora, e uma segunda edição já começou a ser projetada para o primeiro semestre de 2021.

“O Congresso superou as nossas expectativas. Como foi a primeira edição e a experiência inovadora em uma cidade fora das capitais, os participantes estão elogiando muito o nível das aulas e a organização do evento”, comemora o presidente do Congresso e da Sociedade de Pediatria de Pernambuco (Sopepe), dr. Eduardo Jorge Fonseca.

Realizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) em parceria com as nove filiadas do Nordeste, o evento contou com 47 renomados especialistas do Brasil. Durante quatro dias, desde o pré-congresso, foram mais de 29 mesas-redondas e conferências, além de outras atividades, como 1º Simpósio de Aleitamento Materno e o 1º Fórum Nordeste de Pediatria.

INEDITISMO – Dr. Eduardo Jorge lembra que o Congresso foi fruto da união dos nove presidentes de filiadas que, unidos com um propósito coletivo, conseguiram superar todos os desafios e fazer este evento singular.

Para a Coordenadora de Integração Regional da SBP – Região Nordeste – e presidente da Sociedade Cearense de Pediatria (Socepe), dra. Anamaria Cavalcante e Silva, o I Nordesteped foi, antes de tudo, um evento ousado.

“Pensamos diferente e decidimos que este evento deveria ser em uma cidade do interior. E a brilhante ideia de fazer nessas duas cidades de estados diferentes, Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), separadas por uma ponte e o rio São Francisco, com toda a riqueza e aconchego do nordestino”, explica.

Segundo dra. Anamaria, outro fator que contribuiu para a escolha dessas cidades foi o fato de Juazeiro sediar a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), proporcionando a oportunidade de agregar os acadêmicos de medicina e das ligas de pediatria aos palestrantes altamente qualificados, de forma a beneficiar o ensino da pediatria nessa região.

A secretária de saúde de Petrolina, dra. Magnilde Alves Cavalcanti, elogiou o evento e que foi uma grande honra para a cidade ter sido escolhida para sediar o Nordesteped. “Tudo o que foi discutido aqui foi de grande contribuição científica. Conseguimos trazer a maioria dos nossos profissionais para participar das discussões dos temas abordados que ajudarão na melhoria da qualidade da assistência à saúde de nossas crianças e adolescentes”, salienta.

MAIS CONHECIMENTO – O número de trabalhos científicos inscritos superou também as expectativas da Comissão Científica. Foram 95 trabalhos inscritos, sendo a maioria deles das Regiões Norte e Nordeste, analisados rigorosamente por uma banca de professores.

“Essa foi a oportunidade para alunos dos cursos de cursos da área da Saúde e Residentes divulgarem o que vêm fazendo em termos científicos”, observa dra. Dolores Fernandez, integrante da Comissão Científica e presidente da Sociedade Baiana de Pediatria (Sobape).

Ela destaca também que o I Nordesteped serviu de estímulo à produção científica na Região Nordeste, pois foi uma boa estratégia de atualização para a comunidade pediátrica de exercerem a sua atuação com as melhores práticas pautada nas evidências científicas e não nos “achismos”.

“Ao fazer de forma regionalizada, descentralizada das capitais, reconhecendo e revelando os talentos locais e as trocas de experiências que poderão ser reproduzidos no retorno às suas cidades, a SBP vai ao encontro de todos os pediatras e otimizando os recursos da região. Fomos muito bem acolhidos pelas duas cidades”, finaliza.

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